Em bom português: “A medida de um homem é o que ele faz com o poder que recebe”.
Com essa frase começa o vencedor da categoria de jogo mais aguardado de 2010 do Spike TV Video Game Awards de 2009. Três anos após God Of War 2, chega ao fim a trilogia do espartano Kratos iniciada em 2005. Será que este capítulo final é digno dos games antecessores? Espero esclarecer isso nas linhas abaixo.
História.
O jogo começa exatamente onde God Of War 2 termina, a sensação é de que estávamos assistindo um filme e houve um intervalo comercial de 3 anos. Apesar disso, durante a inicialização do jogo, antes da tela de “start” é exibido um flashback artístico de God Of War 1 e 2, então quem ainda não jogou as versões anteriores pode partir para o 3 sem medo de não entender a história. Agora se você pretende ter uma experiência melhorada e não passou pelos jogos anteriores no Playstation 2, recomendo alugar ou comprar God of War Collection que incluí God Of War 1 e 2 no mesmo disco com gráficos em alta definição e adição de Troféus. E falando em gráficos este é nosso próximo assunto.
Gráficos.
O estilo de arte permanece o mesmo dos anteriores (o que já era lindo), mais com adições e efeitos desta nova geração. Tudo está extremamente detalhado, expressões faciais e a luz são extremamente bem trabalhadas. As armas agora iluminam o cenário em torno quando passam flamejantes com seus golpes, texturas de objetos, cenários e dos personagens estão com uma profundidade absurda realçando suas características artísticas como nunca. A geração de alta definição caiu muito bem no jogo visto que com a tela em wide screen e resolução mais alta, Kratos pode ficar menor ainda em proporção aos Titãs dando uma sensação de diferença de tamanho(escala) que nunca vi em nenhum jogo antes, aí está um aspecto onde o jogo brilha visualmente. Jogar com os Titãs em movimento é algo surreal.
Outro item a se destacar é a câmera do jogo, ela é fixa como nos jogos anteriores, só que neste ela se auto ajusta a cena o tempo todo, um belo exemplo é a entrada de inimigos na tela. Enquanto você joga, inimigos entram, a câmera coloca isso em um angulo belo sem fazer com que você pare de jogar.
Outro ponto onde a direção de câmera do jogo brilha são nas lutas com chefes (e que lutas), um belo exemplo disso é a primeira luta bem no começo do jogo, é um show a parte nunca antes visto nos videogames que é apenas uma pequena amostra do que o jogo vai oferecer a seguir. Em matéria de gráficos God Of War 3 está junto com Uncharted 2 Among Thieves como os dois jogos mais belos graficamente vistos em consoles de videogame.
Som.
A trilha sonora segue o nível dos anteriores com músicas ao estilo épico do jogo, dando maior fluidez a momentos críticos e serenidade em momentos de solução de quebra cabeça.
Efeitos especias de impacto estão excelentes também ajudados pela quantidade de inimigos na tela que aumentou muito nessa versão. Com isso há um trabalho bem maior no barulho de impacto quando atingimos uma quantidade grande de inimigos com o mesmo golpe, é ouvido um sim distinto para cada golpe, é bem divertido agarrar o inimigo e sair empurrando contra os outros, é praticamente um remix de pancadas que recheiam os auto-falantes da TV ou Home Theater (sorte de quem puder jogar com este último).
A dublagem dos personagens está digna de filme de Hollywood, e há muito mais personagens que interagem nesta versão do que nos anteriores. Muitos Deuses e Titãs além de outros personagens da mitologia grega dão as caras neste ultimo episódio de God Of War.
Jogabilidade.
Neste departamento o jogo consegue manter a fórmula já consagrada e copiada por muitos outros jogos, e ainda assim adicionar muitas novidades que tornam o que já era praticamente um padrão de mercado para jogos do gênero ainda melhor. A primeira novidade fica por conta dos mini games (parte em que aparece na tela os botões que devemos pressionar para sequência da cena) agora os botões não aparecem mais no meio da tela mais sim nas laterias e em lugares fixos, por exemplo o triangulo será sempre na parte de cima da tela, isso ajuda muito na memorização pois sempre que aparece o pedido de comando acima da tela você já associa com o triangulo, e outra vantagem é que ficamos com o centro da tela livre para apreciar a cena. A segunda modificação fica por conta das magias do jogo, agora estas são associadas às armas. Existem 4 armas no jogo, são elas Blades of Exile, Claws of Hades, Nemean Cestus e Nemesis Whip. Quando trocamos de arma também trocamos a magia, a vantagem é que quando gastamos orbs para evoluir a arma automaticamente evoluímos as magias.
Outra boa novidade é que apertando L1+X durante combos faz com que Kratos troque para a arma seguinte rapidamente permitindo usar armas diferentes no mesmo combo. No lugar da magia foram adicionados itens especias que servem para combate e também para a solução de quebras cabeça. Os itens são, Apollo's Bow, Head of Helios e Hermes Boots. Estes itens gastam uma barra especial que não é a de magia (azul) nem a de vida (verde) ela é amarela e se recarrega sozinha uns 3 segundos após gastarmos a mesma. Podemos aumentar o tamanho desta barra com um item novo chifres de minotauro (Minotaur Horn) que podem ser encontrados em baús espalhados pelo jogo.
A Blade of Olimpus substitui o antigo Rage Of The Gods/Titans e agora chama Rage Of Sparta.
Kratos ganhou um movimento novo quando agarra inimigos de sua estatura, após agarrar o inimigo basta colocar para o lato + quadrado que este pode ser usado como escudo e ir derrubando os outros causando muito dano, também é possível finalizar o inimigo batendo-o contra a parede.
O contragolpe ganho em God Of War 2 (Golden Fleece) continua funcionando nesta versão e acompanha Kratos o jogo inteiro. O mesmo vale para as Asas de Ícaro (Icarus Wings), o único defeito da jogabilidade fica mesmo para o pulo duplo que deve ser executado bem rápido caso contrário você verá a tela de game over várias vezes quando precisar saltar precipícios, recomendo gastar um minuto treinando, resolve o problema. Quanto a morrer muito não chega a ser um incomodo pois o jogo tem check points muito bem distribuídos alem de oferecer a oportunidade de mudar a dificuldade durante o jogo caso você morra 3 vezes seguidas.
Considerações gerais e extras.
Terminado jogo temos making off (muito bem feito por sinal) e modos de desafio, e dificuldades extras.
A aventura dura uma média de 8 a 12 horas com uma intensidade que poucos jogos conseguem oferecer, há uma variação muito equilibrada de cenas interativas, com quebra cabeças, combates com chefes e combates com inimigos em geral o jogador nunca fica fazendo a mesma coisa por muito tempo. Fica aqui minha recomendação para que não percam esse jogo, pois tratasse do fechamento com chave de ouro de uma das melhores franquias da década.
Fonte:http://www.oriongames.com.br/artigo/278/god-of-war-iii.htm
Fonte:http://www.oriongames.com.br/artigo/278/god-of-war-iii.htm
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